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Estaleiro Atlântico Sul quer ampliar leque de clientes

13 setembro 2017

Os leilões de exploração e produção de blocos de petróleo do País são a esperança de sobrevivência do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) após 2019, ano em que se encerra sua última encomenda feita por seu único cliente, a Transpetro. A lógica é que, com mais players no mercado, a empresa volte a fechar contratos para a construção de mais navios e, mesmo com um hiato entre as produções, a funcionalidade da maior e mais moderna estrutura do País seja mantida.

Numa visita política, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho (PSB), esteve ontem no Complexo Industrial Portuário de Suape, no Litoral Sul de Pernambuco, para conhecer o estaleiro com a promessa de aproximar mais empresas do polo naval pernambucano.

O convite foi feito pelo presidente do EAS, Harro Burmann, que apresentou as mudanças de processo que vêm sendo feitas para garantir o cumprimento dos calendários contratados. “No início foi investido muito em ativos, mas faltou planejamento no processo para fazer tudo com qualidade e garantir as entregas no prazo. E isso é o que estamos fazendo hoje”, afirmou o presidente do estaleiro durante a reunião em que pediu o apoio do ministro para que as novas empresas que chegarão ao País conheçam a estrutura estabelecida em Pernambuco.

“Venho acompanhado com a equipe do Ministério de Minas e Energia e a expectativa de que o Brasil viva, a partir de setembro e outubro, com os novos leilões, o aquecimento dessa indústria. Não só a de exploração e produção, mas de toda a indústria de óleo, gás, offshore naval, por exemplo, onde Pernambuco está muito bem posicionado”, afirmou o ministro Fernando Filho. “Acho que desenvolvemos do zero uma indústria que, hoje, podemos dizer que é de classe mundial. Quem conhece o estaleiro em Pernambuco pode ver isso com os próprios olhos”.

Até o resultado dos leilões gerar um impacto positivo para o estaleiro, o que não será imediato, a administração do EAS ainda tenta reverter o hiato provocado após a entrega da última encomenda, prevista para 2019. A solução poderia vir através da definição da Petrobras sobre a aquisição de navios-tanques para afretamento. Interessada, a Satco já havia solicitado a encomenda de cinco navios aos estaleiro, mas, sem a divulgação da concorrência pela estatal, a negociação está parada.

ABDIAS

Durante a visita, o ministro conheceu o Abdias Nascimento, o navio de número dez construído pelo EAS e a última encomenda do modelo Suezmax, um petroleiro com capacidade de armazenar um milhão de barris de petróleo. Além dele, que já está pronto, o EAS conta com mais cinco embarcações em diferentes etapas de fabricação do modelo Aframax, também petroleiro, mas de menor porte.

Fonte: JC Online

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