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Organização Marítima Internacional adia plano de descarbonização do setor para 2018

10 julho 2017 4.170 Visualizações

 

A Organização Marítima Internacional acaba de dar um tímido, porém fundamental passo para descarbonizar o setor de transportes marítimos. Em reunião em Londres, mais de 170 países chegaram a um esboço com sete passos que agora precisam ser desenvolvidos em um plano provisório, previsto para 2018.  Trata-se da base da primeira tentativa substancial da OMI de enfrentar a mudança climática, 20 anos após receber a primeira solicitação para tanto, feita ainda no âmbito do Protocolo de Quioto.

O organismo de transporte da ONU estabeleceu os principais elementos de uma estratégia provisória com o objetivo de descarbonizar o setor.  Embora tivesse recebido apoio expressivo, proposta solicitando que o setor de transporte marítimo adote objetivos climáticos alinhados ao Acordo de Paris e descarbonize suas operações na segunda metade do século não conseguiu alcançar o consenso.

China e a Índia expressaram forte apoio aos combustíveis alternativos de baixas emissões de carbono e uma coalizão das nações do Pacífico e da Europa evidenciam a urgência de tomar medidas no setor. Alguns países — entre elas, Brasil e Chile — expressaram preocupações sobre impactos potencialmente negativos das medidas de redução.

“Alguns progressos importantes foram feitos, mas é preciso mudar a marcha e começar a se concentrar na questão central de como reduzir profundamente as emissões dos navios no curto prazo”, alertou John Maggs, assessor sênior da Seas At Risk.

Atualmente o transporte marítimo responde por 2% a 3% das emissões dos gases de efeito estufa.

A próxima rodada de negociações climáticas da OMI ocorre em Londres em outubro.

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