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Um novo cenário para o mercado de trabalho

10 maio 2017

Especialistas em recursos humanos mostraram nesta terça-feira, na Expogestão, que o comportamento ético será mais valorizado com o reaquecimento da economia

Um novo cenário para o mercado de trabalho vai surgir com a retomada da economia. É o que apontaram Luiz Wever, presidente da Odgers Berndtson, e Gil van Delft, presidente do Page Group Brasil, na Sessão Talentos e Competitividade: Os desafios da liderança no novo mundo, que aconteceu nesta terça-feira, dia 9, na Expogestão.

“O Brasil que conhecíamos acabou. Estamos enfrentando um momento diferente. Um novo país está em gestação”, disse Wever. Como legado, a mais grave crise econômica da história impactou na redução dos salários dos cargos executivos e de gerência, no acúmulo de funções e na busca por um novo modelo de gestão financeira

Além dessa transformação e do legado deixado pelo cenário turbulento, um novo comportamento vai ser exigido dos profissionais. Os principais requisitos, na avaliação de Wever, serão: ter uma visão mais holística, dar muita atenção a aspectos relacionados à ética e ter foco na criatividade.

Também serão muito importantes a preocupação constante com o aumento da produtividade – no Brasil, ela corresponde a 25% do trabalhador americano, segundo a consultoria McKinsey; e a atenção aos detalhes financeiros. “O mundo digital também veio para ficar”, aponta o executivo da Odgers Berndtson. Ele enfatiza que quem não estiver atualizado deverá enfrentar dificuldades.

Muitas empresas já começam a se preparar para esse novo cenário. A queda nos juros deve vir acompanhada da retomada de consumo.  Os primeiros reflexos serão na área de vendas, seguidos pela área de operações e, finalmente, de suporte.

Os sinais da retomada da atividade econômica e do crescimento já começam a ser visualizados. Em alguns segmentos como o de saúde e de infraestrutura, isto é mais evidente, segundo Van Delft. Pesquisa feita pela Page Group com mil executivos do Sul do Brasil apontava, em janeiro, que 29% das empresas pretendiam ampliar o quadro funcional.

 “Muitas empresas apostavam em controle de custos e remanejavam investimentos”, ressalta o executivo. Em abril, o percentual de interessados em contratar mais gente passou para 35%. Outro trunfo, segundo Gil van Delft, presidente do Page Group Brasil, vai vir da reforma das leis trabalhistas. “Isso vai impulsionar o mercado de trabalho, reduzindo a taxa de desemprego. No primeiro trimestre ela foi de 13,7%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).”

Os principais pontos das mudanças na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que estão em tramitação no Congresso e que devem estimular o emprego, segundo o executivo do Page Group, são a permissão sem restrições da terceirização das atividades-fim e o aumento no prazo de contratação dos temporários. Em sua avaliação, dois impactos devem ser gerados: a redução dos custos e o aumento da produtividade.

Para aproveitar melhor a retomada, as empresas terão de ser mais estratégicas e assertivas na hora das contratações, destaca van Delft. As competências cruciais requeridas dos profissionais, neste momento, são a capacidade de entender o mercado, saber calcular erros e riscos, ter objetivos bem traçados, valorizar o compliance, saber construir times e estar próximo deles e buscar novas tecnologias, aproveitando para gerar diferenciais de mercado.

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