A administração do Porto de São Francisco do Sul apresentou, esta semana, o balanço da gestão, elencando as 10 principais realizações, obras e conquistas nos últimos 12 meses, com destaque para o crescimento recorde, investimentos e premiações confira:
1 – Com novo recorde, Porto aumenta movimentação em quase 40% nos últimos três anos
Pelo terceiro ano seguido, o Porto de São Francisco bateu o recorde na movimentação de cargas em 2025, consolidando-se como o maior porto de Santa Catarina na movimentação de mercadorias. Ao longo do ano foram movimentados 17,5 milhões de toneladas de mercadorias, alcançando o maior volume já registrado em seus 70 anos de operação.
O aumento alcançou 39% nos últimos três anos: em 2022 foram movimentados 12,6 milhões de toneladas; em 2023, 16,8 milhões, e em 2024, 17 milhões.
O novo recorde histórico estabelecido, supera em 3% o resultado de 2024, quando o terminal havia movimentado 17 milhões de toneladas. Do total registrado em 2025, as exportações responderam por 55%, somando 9,6 milhões de toneladas. Os grãos lideraram as operações, sendo 6,2 milhões de soja e 2,9 milhões de milho.
Já as importações e cargas de entrada totalizaram 7,9 milhões de toneladas, representando 45% do total movimentado. Nesse volume estão incluídos os produtos siderúrgicos transportados por cabotagem (dentro do país) pela empresa privada Tesc, que arrenda um espaço dentro do porto público, além do aço importado, que juntos atingiram 4,3 milhões de toneladas. Os fertilizantes também tiveram destaque, com 3,1 milhões de toneladas movimentadas.

2 – Dragagem inédita marca novo capítulo no Complexo Portuário da Babitonga
Em outubro foi iniciada a dragagem da Baía da Babitonga. A obra de R$ 333 milhões é considerada a maior obra de dragagem da atualidade e prevê o aprofundamento de 14 metros para 16 metros do canal de acesso aos portos de São Francisco do Sul e Itapoá, possibilitando a entrada de navios maiores.
Parte dos sedimentos dragados está sendo utilizada para o engordamento de 8 quilômetros da Praia de Itapoá, ao lado do canal, no que é considerada a maior obra de engordamento de praia da história do país, em extensão. Os trabalhos têm previsão de conclusão para o segundo semestre de 2026.
A obra foi viabilizada por meio de uma parceria inédita entre os portos de São Francisco e Itapoá. Pela primeira vez no Brasil, um porto público firma contrato com um porto privado para a realização de uma obra desta natureza: o porto público de São Francisco aportará R$ 33 milhões e o terminal privado Itapoá, R$ 300 milhões.
O investimento privado deve ser devolvido até 2037. O ressarcimento para Itapoá será em cima do adicional de tarifas portuárias geradas pelo acréscimo no número de navios que atracarem em Itapoá e pelo aumento no volume de carga movimentada, a partir da conclusão da obra de aprofundamento.
O aumento da profundidade do canal de 14 para 16 metros, permitirá a atracação de embarcações com até 366 metros de comprimento. Assim, a Baía da Babitonga se torna o primeiro complexo portuário do Brasil com capacidade para receber navios desse porte, com carga máxima. Também é a primeira vez no Brasil que os sedimentos de uma dragagem portuária são destinados ao alargamento de uma praia.

3 – Começa a derrocagem de pedra submersa no Porto de São Francisco
Uma obra aguardada há décadas pela comunidade portuária foi iniciada em 2025: a retirada de uma enorme rocha, próximo a um dos berços de atracação de navios. O trabalho para remover o afloramento rochoso de 370 m³, equivalente ao tamanho de cinco contêineres, tem um custo de R$ 12 milhões.
A pedra se encontra a 10,5 metros de profundidade, entre os berços 101 e 102. Com a remoção, busca-se alcançar a profundidade de 14 metros nesse local, já que atualmente as embarcações têm que fazer uma manobra extra no momento da atracação, o que aumenta os custos.
A derrocagem usa métodos mecânicos de alta precisão, sem o uso de explosivos. Martelos de fundo e rompedores hidráulicos fragmentam a rocha submersa e uma escavadeira hidráulica remove o material. Esta técnica minimiza o impacto ambiental e garante a segurança de toda a operação.
Em razão da grande movimentação de grãos no berço 101, a obra está sendo executada em duas etapas. Na primeira, que ocorreu no início do ano, foram feitas perfurações na rocha. Neste final de ano, os trabalhos foram retomados, com previsão de conclusão nos primeiros meses de 2026.

4 – Primeira vez no Brasil – Ibama aprova plano ambiental integrado do Complexo Portuário
O Ibama aprovou o Plano de Monitoramento Ambiental Integrado (Pmai), que prevê ações conjuntas dos quatro terminais portuários localizados na Baía da Babitonga, no Norte catarinense.
A iniciativa é inédita no Brasil e envolve o porto público de São Francisco do Sul, o Terminal Santa Catarina (Tesc), o Porto de Itapoá e o Terminal de Granéis de Santa Catarina (TGSC).
O programa tem como objetivo principal o cuidado prioritário com a flora e fauna na Baía da Babitonga, que abriga a maior formação de manguezais de Santa Catarina, além de ser berçário para inúmeras espécies ameaçadas de extinção, como meros e toninhas.
Até agora, cada terminal do Complexo Portuário da Babitonga tinha um programa ambiental próprio. A partir de 2025, há uma ação ambiental conjunta dos quatro terminais, seguindo metodologias científicas para a implantação de 17 programas, que incluem a proteção e monitoramento constante da qualidade da água, do ar e dos efluentes líquidos da Baía da Babitonga, além da preservação da fauna e flora. Segundo o Ibama, o Pmai servirá como referência para os empreendimentos portuários de todo o país.

5 – Tempo de espera dos navios de fertilizantes no Porto cai 60%
O Porto de São Francisco reduziu em 60% o tempo de espera das embarcações para o descarregamento de fertilizantes em 2025. O resultado foi obtido graças à edição de uma norma interna da diretoria do Porto, em abril, a pedido do governador Jorginho Mello, que deu preferência de atracação para os navios com fertilizantes, num dos berços do terminal.
Assim, de acordo com os dados mais recentes da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o tempo de espera, que em março chegava a 29 dias, diminuiu para 12 dias, em média nos meses seguintes. Com essa mudança, o terminal portuário ficou mais rápido para desembarcar navios de fertilizantes que os demais portos da região.

6 – Investimentos estruturantes históricos
Buscando melhorar a infraestrutura e agilizar a movimentação de cargas, o Porto realizou diversos investimentos ao longo do ano que alcançaram R$ 43 milhões. A dragagem de aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga e a dragagem de manutenção foram os maiores valores, somando R$ 25 milhões. Já a derrocagem da rocha no Berço 101 teve investimento de R$ 5,1 milhões, até o momento. A recuperação do Corredor de Exportação custou R$ 6 milhões e os investimentos em Segurança do Trabalho, outros R$ 5 milhões.

7 – São Francisco é um dos três portos públicos do país com Certificação ISO 9001 e 14001
O Porto de São Francisco atende a todos os requisitos estabelecidos para a Certificação ISO 9001 (Gestão da Qualidade) e 14001 (Gestão Ambiental). A conclusão foi da empresa ONC Certificação, que realizou uma auditoria completa nos diferentes setores do terminal portuário em julho.
O Porto conquistou as certificações ISO em 2022, o que possibilitou o ingresso no seleto grupo dos três portos públicos certificados – os outros são o Porto do Itaqui (MA) e o Porto de Suape (PE). Nos dois anos seguintes, após auditorias externas, foram renovadas as manutenções. Na metade do ano, novamente, o Porto foi auditado e todos os requisitos das certificações ISO foram aprovados.

8 – São Francisco recebe diversos prêmios nacionais e internacionais
O Porto de São Francisco foi premiado na cerimônia ‘Portos + Brasil’, realizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em Brasília, em agosto. O terminal foi reconhecido na categoria “Melhores notas do Índice de Gestão das Autoridades Portuárias (Igap)”, ficando em terceiro lugar entre os 31 portos públicos do país.
Por meio do Igap, o Ministério de Portos analisa um ranking das autoridades portuárias de todo o Brasil, avaliando 30 índices, como desempenho de gestão e governança, transparência na publicação de informações e capacidade de concretizar investimentos, além da qualidade da gestão ambiental, entre outros.
Já em junho, o Porto também recebeu menção honrosa em premiação nacional, relacionada à responsabilidade ambiental pelo uso de sedimentos da dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga para o engordamento da Praia de Itapoá.
O projeto foi um dos seis premiados no “Prêmio Portos e Navios de Responsabilidade Socioambiental”, entre 34 inscrições de todos os terminais portuários do Brasil.
Já no Congresso Internacional de Desempenho Portuário (Cidesport), realizado em Florianópolis, em novembro, o terminal ficou em segundo lugar em “Melhor Desempenho ESG (Ambiental, Social e Governança) dos Portos Públicos”. O prêmio analisou 58 indicadores relacionados às práticas, ações e resultados da Autoridade Portuária em 2024, principalmente relativos à sustentabilidade.
Na modalidade “Melhor Relato Técnico”, o trabalho científico sobre a dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga e o uso dos sedimentos para o engordamento da Praia de Itapoá, produzido pela Gerência de Meio Ambiente, obteve o segundo lugar.

9 – Faturamento recorde
O Porto alcançou um novo marco histórico em seu desempenho financeiro, registrando um faturamento de R$ 189 milhões, 8% a mais do que em 2024 (R$ 175 milhões). O resultado consolida ainda mais a posição estratégica do terminal portuário no cenário econômico e reforçando seu crescimento contínuo e a excelência na gestão dos seus negócios.

10 – Segurança Portuária de São Francisco atende às normas internacionais
O Plano de Segurança Portuária do Porto de São Francisco foi aprovado pela Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos). Como consequência, o órgão emitiu a Declaração de Cumprimento do Código Internacional para Segurança de Navios e Instalações Portuárias (ISPS Code, na sigla em inglês), que foi publicada em fevereiro.
A Declaração é uma certificação internacional, concedida pela União, atestando que o Porto atende a todas as exigências de segurança exigida para controle de acessos e monitoramento das instalações. Para obter a certificação, que estava cassada desde 2021, o Porto realizou, nos últimos dois anos, o maior investimento em segurança da informação da sua história: R$ 25 milhões.

Fotos : Gustavo Rotta



