Portos públicos do Nordeste crescem 17% em novembro com destaque para transporte de contêineres


Os portos públicos do Nordeste registraram um crescimento expressivo, de 17,13%, na movimentação de cargas no mês de novembro de 2025, frente ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O resultado aponta para um aquecimento da atividade econômica regional, superando o ritmo de estabilidade observado no acumulado geral do ano.

A aceleração em novembro foi puxada principalmente por dois setores estratégicos, que servem de termômetro para a economia real: os granéis líquidos, que cresceram 28,1% no mês (indicando forte demanda por combustíveis e derivados para abastecer a indústria e o transporte), e a carga conteinerizada, que teve um salto de 33,1% no período, nos terminais públicos.

Segundo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os resultados mostram o acerto das políticas adotadas para o setor. “O Nordeste se confirmou em 2025 como uma porta de saída estratégica do Brasil para o mundo. O crescimento das exportações e a aceleração dos portos públicos mostram que estamos no caminho certo ao modernizar a gestão portuária. Estamos preparando a região não só para bater recordes de safra, mas para ser um hub logístico eficiente e competitivo internacionalmente”, disse. “O Nordeste se confirmou em 2025 como uma porta de saída estratégica do Brasil para o mundo” Silvio Costa Filho

Logística de alto valor

Enquanto o total movimentado na região se manteve estável (+0,06%, somando 301,4 milhões de toneladas), a composição dessa carga mudou para melhor. O destaque do ano é a consolidação do Nordeste como um hub de cargas de alto valor agregado.

De janeiro a novembro, a movimentação de contêineres na região cresceu 10,5%, somando 19,5 milhões de toneladas. Diferentemente do minério de ferro, commodity bruta, que garante o volume em terminais como Ponta da Madeira (MA), o contêiner transporta produtos industrializados, peças, eletrônicos e as famosas frutas do Vale do São Francisco, exportadas via Pecém (CE), Salvador (BA) e Suape (PE). Esse crescimento de dois dígitos reflete uma região que não apenas extrai, mas também produz, consome e agrega valor.

Porta de saída do Brasil

O balanço também reforça a vocação do Nordeste como o corredor de exportação mais próximo dos mercados europeu e norte-americano. As vendas externas pelos portos públicos da região cresceram 4,84% no ano, impulsionadas pelo desempenho do Porto do Itaqui (MA), vital para o escoamento da safra do Matopiba. Destaque também para o Terminal de Ponta da Madeira que, sozinho, respondeu por mais da metade de toda a carga movimentada na região (156,9 milhões de toneladas).

Para o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), os números validam a estratégia de diversificação dos investimentos. Ao modernizar a gestão das autoridades portuárias e investir em infraestrutura de acesso, o governo garante que o Nordeste tenha capacidade tanto para escoar a produção mineral e agrícola em larga escala quanto para operar com agilidade as cargas conteinerizadas, que conectam a indústria local ao mundo.

 

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