Grupo Allog completa 25 anos e assume topo do mercado de exportação marítima entre agentes de cargas


O Grupo Allog passou a ocupar a primeira posição no ranking nacional de exportação entre os principais Ocean Transportation Intermediaries (OTIs) que operam no Brasil. Considerando a consolidação dos volumes da Allog e FTrade, o grupo alcançou 10.126 contêineres embarcados no primeiro bimestre de 2026, segundo o ranking mais recente, um crescimento de 40.1% em relação aos 7.228 contêineres registrados no mesmo período de 2025.

O resultado coloca o grupo brasileiro, que em 2026 completa 25 anos de história, à frente de grandes multinacionais do setor e marca um novo momento de consolidação da estratégia construída ao longo da última década. Até 2025, o ranking considerava apenas os volumes da Allog. Mesmo nesse cenário, a empresa já vinha apresentando crescimento consistente: encerrou o ano com 51.738 TEUs embarcados via exportação marítima, frente aos 44.853 TEUS em 2024, crescimento de 15,4%. No fluxo de importações, também ampliou sua atuação, alcançando 57.384 TEUS em 2025, ante 49.539 no ano anterior, alta de 15,8%.

Os números são consolidados a partir de múltiplas fontes e ajustados pela equipe de Business Intelligence da Datamar, podendo apresentar variações em relação ao DataLiner. Eles evidenciam o fortalecimento da presença do grupo no comércio exterior brasileiro e o ganho de posicionamento em um ambiente altamente competitivo.

Sinergia entre empresas

Paralelamente, a FTrade — especializada em perecíveis e líder na exportação de frutas no Brasil, adquirida pelo Grupo Allog em 2023 – registrou expansão ainda mais acelerada nas exportações marítimas, passando de 22.457 TEUs embarcados em 2024 para 29.624 TEUs em 2025, um avanço de 31,9%. De acordo com Érika Marques, diretora comercial da FTrade, o desempenho reflete a consistência da atuação da empresa e o fortalecimento da integração entre as companhias do grupo.

Segundo Rodrigo Vitti, diretor comercial do Grupo Allog, o avanço é resultado de um planejamento estratégico de longo prazo que combinou crescimento orgânico, expansão estrutural e aquisições. O processo de aquisições realizado pela Allog nos últimos anos também teve papel determinante nesse posicionamento. Inicialmente, as empresas passaram por um período de desenvolvimento com atuação e comunicação independentes. Agora, entram em uma fase mais avançada de integração, na qual as sinergias operacionais e comerciais passam a gerar impactos mais diretos nos resultados.

Diversificação dos negócios

Ao longo de seus 25 anos, a atuação da Allog acompanha também a dinâmica do comércio exterior brasileiro, fortemente baseada em commodities. Segmentos como madeira, cargas líquidas e produtos do agronegócio seguem entre os mais relevantes na pauta de exportação. Na importação, a empresa também tem forte presença. Um exemplo é o segmento de energia solar – no qual a Allog se consolidou como um dos principais operadores logísticos do país – e no de cargas projetos, com demandas que exigem planejamento de alta precisão.

Um dos exemplos mais recentes foi o transporte da maior roda-gigante da América Latina que, quando montada terá 108 metros de altura, incluindo um eixo central de cerca de 70 toneladas. O projeto, conduzido pela Allog e Comexport, envolveu o transporte da estrutura desde a China até o Porto de Santos, etapa crítica da operação logística e essencial para viabilizar a continuidade até seu destino final, em Cuiabá (MT). A operação foi estruturada em quatro embarques marítimos, reunindo estruturas metálicas de grande porte, cabines de vidro e componentes eletrônicos que darão forma à atração.

Outro exemplo de destaque no segmento de cargas projeto foi a de um lustre de cristal trazido da Itália em um contêiner reefer para garantir total preservação de suas 40 caixas de componentes, que somam cerca de 1 tonelada. A opção se mostrou a mais adequada para uma carga volumosa, de alto valor e que exigia controle rigoroso de condições externas. O embarque ocorreu pelo porto de Livorno, na Itália, com rota direta até a Portonave, em Santa Catarina, em um transit time de 42 dias.

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